A dor de dente tem uma característica cruel: costuma aparecer no fim de semana, à noite, na hora em que nenhum consultório parece estar aberto. E não é só incômodo — a dor latejante pode ser o sinal de uma infecção que precisa de atendimento rápido.
Entender o tipo de dor ajuda a decidir se você pode esperar ou se precisa de uma emergência odontológica. Neste guia, as especialistas da AIRA explicam o que cada dor pode indicar, o que fazer para aliviar até chegar ao dentista e — igualmente importante — o que não fazer.
Por que a dor de dente é tão intensa?
Dentro do dente há uma câmara com nervos, num espaço rígido que não se expande. Quando essa polpa inflama, a pressão aumenta e comprime o nervo — daí a dor pulsátil, latejante, que muitas vezes irradia para o ouvido, a cabeça ou o rosto. É uma das dores mais fortes que o corpo pode sentir, e raramente melhora sozinha.
Tipos de dor e o que podem indicar
- Dor breve ao doce, quente ou frio: pode ser sensibilidade ou uma cárie inicial.
- Dor prolongada que continua após o estímulo: sugere inflamação da polpa — possível indicação de tratamento de canal.
- Dor latejante e espontânea: frequentemente ligada a infecção; costuma piorar ao deitar.
- Dor ao mastigar ou ao tocar o dente: pode indicar trinca, abscesso ou problema na raiz.
- Dor com inchaço, pus ou febre: sinal de infecção que se espalhou — emergência.
Quando é uma emergência odontológica?
Procure atendimento com urgência se você tiver qualquer um destes sinais:
- Dor intensa que não cede com analgésico;
- Inchaço no rosto, na gengiva ou no pescoço;
- Febre associada à dor de dente;
- Trauma com dente quebrado, deslocado ou avulsionado (que “caiu”);
- Sangramento que não para;
- Dificuldade para engolir ou respirar — nesse caso, procure um pronto-socorro imediatamente.
Atenção
Infecção dentária não tratada pode se espalhar para outras regiões do rosto e do corpo. Se houver inchaço importante, febre ou dificuldade para engolir, o atendimento não deve ser adiado.
O que fazer para aliviar até chegar ao dentista
- Tome o analgésico que você costuma usar, respeitando a dose e os intervalos;
- Faça bochechos suaves com água morna e uma colher de chá de sal;
- Aplique uma compressa fria por fora do rosto, em intervalos de 15 minutos;
- Mantenha a cabeça mais elevada ao deitar, para reduzir a latejação;
- Prefira alimentos macios e evite mastigar do lado dolorido.
O que NÃO fazer
- Não coloque comprimido de aspirina ou analgésico diretamente sobre o dente ou a gengiva — isso queima o tecido;
- Não aplique calor no rosto se houver inchaço;
- Não fure nem aperte “bolinhas” de pus na gengiva;
- Não interrompa a higiene: continue escovando com cuidado;
- Não espere a dor “passar sozinha” quando há infecção — ela tende a voltar pior.
Aliviar a dor é o primeiro passo. Resolver a causa é o que evita que ela volte.
Como a AIRA atende emergências
Na AIRA, o atendimento de urgência começa pelo diagnóstico: avaliação clínica e, quando necessário, raio-x para localizar a origem exata da dor — seja no interior do dente, na gengiva ou nos tecidos ao redor. A partir daí, definimos o alívio imediato e o plano de tratamento para resolver a causa, não só o sintoma. Saiba mais na página de Dor & Emergência.